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Um projeto inspirador da professora de Artes Michele Blajchman envolveu alunos do 8º ano, funcionários da escola, arte e sustentabilidade.
Partindo da ementa de sua disciplina para a série, que previa a introdução à arte contemporânea, a professora primeiro apresentou o artista Keith Harring (veja aqui) e, na sequência, já pensando na Gincana Ecológica da Semana do Meio Ambiente, trouxe para a turma o artista brasileiro Vik Muniz.
Vik Muniz é um artista plástico brasileiro, fotógrafo e pintor, conhecido por usar materiais inusitados em suas obras, como lixo, açúcar e chocolate. Em 2010, o documentário “Lixo Extraordinário”, sobre seu trabalho com catadores de lixo de Duque de Caxias, recebeu prêmios em festivais internacionais e foi indicado ao Oscar de melhor documentário.
O trabalho teve várias etapas: primeiro, os alunos viram o documentário e escreveram uma sinopse do filme. Então, inspirados pelo trabalho de Vik no aterro de Gramacho, pesquisaram fotos da História da Arte e pensaram o conceito da foto que eles gostariam de tirar. Depois, produziram as fotos e fotografaram utilizando funcionários da escola como modelos. Em sala de aula, as fotos foram projetadas e, sobre a projeção, desenhados os contornos. Com materiais reciclados, os alunos trabalharam a questão do bidimensional, preenchendo os espaços a exemplo do artista. A culminância do projeto aconteceu em Shavuot, com uma sessão de cinema especial para os funcionários, entre os quais, os fotografados para os trabalhos.
“Esse projeto fala muito sobre o que é a arte contemporânea, que vai pra além do que é um trabalho. A intenção do Vik era valorizar os trabalhadores, mostrar pro mundo essas pessoas, levantar várias discussões e ainda fazer um filme que pode inspirar outros projetos em vários lugares. A arte contemporânea ultrapassa os limites da galeria, do museu e da própria arte. Passa a ser um projeto social e muito maior. Foi um projeto muito rico, em que a gente pôde discutir muito com os alunos essa questão social. E foi bacana pros funcionários da escola também, que foram homenageados e puderam conhecer o trabalho do artista”, conta Michele.
A funcionária Sheila Aquino de Souza, da Conservação, já trabalhou no aterro de Gramacho e se encantou com o trabalho. “Eu achei lindo o projeto, a professora está de parabéns. Achei muito importante e sinal de que a gente está sendo reconhecido. Eu já trabalhei em Jardim Gramacho e o filme mostrou a realidade das pessoas que trabalham lá. Gostei de ver que as pessoas de lá venceram e ficaram totalmente diferentes depois do projeto”, explica Sheila.